Qwen lança testes de IA para automatizar tarefas do dia a dia e oferece recompensas aos usuários

A inteligência artificial está entrando em uma nova fase — e desta vez, com impacto direto no mundo físico. Durante o Fórum de Mídia da Internet da China em 2026, o fundador e CEO da Unitree Robotics, Wang Xingxing, trouxe uma visão clara e provocativa sobre o futuro da chamada “inteligência incorporada” (embodied AI).

O “momento ChatGPT” dos robôs está chegando

Segundo Wang, o setor está se aproximando de um ponto de virada semelhante ao que vimos com modelos de linguagem. Ele descreve esse marco como o momento em que robôs serão capazes de entrar em ambientes desconhecidos e, apenas com comandos de voz, executar entre 80% e 90% das tarefas.

Hoje, essa capacidade ainda não é totalmente realidade — mas está perto. A previsão mais conservadora fala em dois a três anos. Já alguns especialistas do Vale do Silício acreditam que isso pode acontecer em até 18 meses.

Movimento vem antes do trabalho

Um dos pontos centrais da fala foi a importância da mobilidade. Para Wang, não adianta falar em robôs úteis sem antes garantir que eles consigam se mover com precisão, flexibilidade e segurança.

Ele defende que o desenvolvimento deve seguir dois caminhos ao mesmo tempo:

  • Capacidade de movimento (locomoção e manipulação)
  • Execução de tarefas (trabalho prático no mundo real)

A lógica é simples: um robô só consegue “trabalhar de verdade” quando domina seus próprios movimentos. Isso inclui não apenas ações básicas, mas a habilidade de combinar movimentos de forma inteligente para resolver problemas reais.

Da demonstração ao uso real

Estamos saindo da fase em que robôs eram apenas demonstrações tecnológicas impressionantes, mas limitadas. Agora, com avanços em percepção, coordenação e aprendizado, eles começam a ganhar utilidade prática.

Exemplos recentes já mostram esse avanço:

  • Mãos robóticas com sensibilidade ao toque
  • Coordenação de dois braços para tarefas logísticas
  • Capacidade de adaptação a ambientes não estruturados

Esses progressos indicam que os robôs estão deixando de depender de rotinas pré-programadas e passando a agir com mais autonomia.

Um salto tecnológico iminente

Wang foi direto: estamos às portas de um grande salto tecnológico. Entre este ano e o próximo, o setor deve presenciar avanços significativos que podem redefinir o papel dos robôs na sociedade.

Com algoritmos cada vez mais capazes de entender contextos complexos, a tendência é clara:

  • Mais generalização
  • Mais autonomia
  • Mais integração com o cotidiano humano

O que isso significa na prática?

Se essas previsões se confirmarem, veremos robôs cada vez mais presentes em áreas como:

  • Logística e entregas
  • Serviços domésticos
  • Indústria e manufatura
  • Atendimento e suporte

Mais do que máquinas automatizadas, eles se tornarão assistentes físicos inteligentes — capazes de entender comandos, tomar decisões e executar tarefas em tempo real.


Estamos, essencialmente, vivendo o início de uma nova era. Assim como a inteligência artificial transformou o mundo digital, a inteligência incorporada promete transformar o mundo físico. E, ao que tudo indica, isso vai acontecer mais rápido do que muita gente imagina.

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