No dia 26 de janeiro, data que marca o Festival de Laba no calendário lunar chinês, Jack Ma apareceu vestindo camisa branca e casaco preto e, conforme o combinado, participou por vídeo da tradicional “Encontro de Laba”, realizada anualmente. No evento, ele conversou com professores de áreas rurais de todo o país sobre o futuro da educação na era da inteligência artificial. Diante da preocupação de que “a educação rural fique para trás com o avanço da IA”, Jack Ma deu uma resposta firme: a era da IA não é apenas uma disputa tecnológica, mas também uma oportunidade para a educação voltar à sua essência.

Segundo Jack Ma, o foco central da educação na era da IA deve deixar de ser “transmitir respostas corretas” e passar a ser “desenvolver a capacidade de fazer boas perguntas”. Ele destacou que, no futuro, o mais importante não será fazer com que as crianças compitam com a IA em cálculo e memorização, mas sim proteger e estimular sua curiosidade — “a curiosidade é a verdadeira fonte de poder intelectual”. Para ele, o verdadeiro abismo não está na tecnologia em si, mas nas diferenças de curiosidade, imaginação, criatividade, capacidade de julgamento e colaboração.
“Precisamos ensinar as crianças a usar bem a IA, e não ficar hesitando se devemos ou não usá-la”, afirmou Jack Ma. Ele defendeu que a educação do futuro deve ajudar os alunos a pensar de forma mais interessante e original. Por fim, fez um apelo ao setor educacional para usar ferramentas de IA a fim de liberar o potencial produtivo, permitindo que mil estudantes aprendam a formular dez mil boas perguntas diferentes, formando assim talentos do futuro com pensamento independente.