Com a corrida global de capitais pelas líderes em IA generativa entrando em um estágio de verdadeira euforia, a Anthropic — desenvolvedora da série de modelos Claude — elevou oficialmente sua mais recente meta de captação de US$ 10 bilhões para impressionantes US$ 20 bilhões. Segundo o Financial Times e diversas fontes próximas ao assunto, a demanda dos investidores foi tão intensa que a empresa decidiu ampliar a rodada. A expectativa é que o aporte seja concluído em breve, levando a avaliação pós-investimento da Anthropic para US$ 350 bilhões (cerca de 2,44 trilhões de yuans), quase o dobro dos US$ 183 bilhões registrados há apenas quatro meses.

No time de investidores, a rodada reúne um verdadeiro “elenco de estrelas” de diferentes frentes do mercado. Informações apontam que Sequoia Capital, o fundo soberano de Singapura GIC e a gestora Coatue vão liderar conjuntamente o investimento. O mais curioso é que a Sequoia, mesmo já sendo acionista da rival OpenAI, decidiu apostar pesado também na Anthropic — sinal claro de que os grandes fundos não querem mais escolher um único vencedor, mas sim investir em todo o ecossistema de IA. Além disso, Microsoft e Nvidia planejam aportar até US$ 15 bilhões adicionais, reforçando ainda mais a integração entre capital, infraestrutura de computação e plataformas tecnológicas.
O que sustenta essa avaliação astronômica de US$ 350 bilhões é o crescimento comercial explosivo da Anthropic. Os números mais recentes mostram que a receita anualizada (run rate) saltou de US$ 1 bilhão no início de 2025 para cerca de US$ 9 bilhões atualmente. Em especial, o produto Claude Code, voltado para desenvolvedores, teve enorme adesão no mercado corporativo. O CFO da empresa afirmou que a Anthropic tem um caminho para o break-even mais rápido que o dos concorrentes, com expectativa de lucratividade em 2028. Para 2026, a meta de faturamento já está entre US$ 20 bilhões e US$ 26 bilhões.
Essa megacaptação é amplamente vista como a última grande etapa antes de um IPO (oferta pública inicial). De acordo com fontes do setor, a empresa contratou o renomado escritório Wilson Sonsini — que já assessorou gigantes como Google e Lyft — para conduzir ajustes regulatórios e estruturais, preparando uma possível abertura de capital já em 2026. O dinheiro levantado agora não serve apenas para sustentar os altos custos de desenvolvimento de modelos de base, mas também para estabelecer uma avaliação de mercado robusta antes da estreia na bolsa. Se tudo ocorrer como planejado, a Anthropic poderá se juntar a nomes como SpaceX e OpenAI em uma das maiores ondas de IPOs da história da tecnologia.