OpenAI lança anúncios premium no ChatGPT com CPM de US$ 60 e mira bilhões em receita com usuários gratuitos

Com o plano da OpenAI de lançar anúncios no ChatGPT nas versões gratuita e básica nas próximas semanas, a gigante da IA está tentando transformar o enorme tráfego em receita concreta. Segundo informações da internet, o preço inicial definido pela OpenAI para seu serviço de anúncios é bastante elevado, com o custo por mil impressões (CPM) fixado em cerca de US$ 60. Esse valor não só é três vezes maior que o das tradicionais redes sociais como o Meta (que geralmente cobra menos de US$ 20), mas também rivaliza com recursos publicitários de alto nível, como os de transmissões ao vivo da NFL e anúncios direcionados em streaming.

OpenAI lança anúncios premium no ChatGPT com CPM de US$ 60 e mira bilhões em receita com usuários gratuitos

Estratégia central: Preço elevado e captura precisa de interesses

Diferente do Google e do Meta, que inicialmente focaram em pequenas e médias empresas, a OpenAI tem adotado uma abordagem mais “premium”. Sua equipe de parcerias corporativas atualmente contorna os intermediários, abordando diretamente grandes empresas de diversos setores.

Especialistas acreditam que os anunciantes estão dispostos a pagar um valor mais alto porque o ChatGPT pode capturar diretamente os “interesses reais” dos usuários. Quando um usuário pesquisa “melhor mala para viagem”, por exemplo, isso indica uma necessidade aberta, o que representa o melhor momento para as marcas entrarem no processo de decisão, já que o consumidor ainda não tem uma lealdade definida a marcas específicas. A previsão é que os primeiros anúncios apareçam logo abaixo das respostas do ChatGPT.

Desafios de dados: Mais próximo do “modelo de TV” do que do “marketing digital”

Apesar do preço elevado, as ferramentas de anúncios atualmente oferecidas pela OpenAI estão em um estágio inicial. De acordo com um profissional da área de mídia, a OpenAI ainda só consegue fornecer métricas básicas, como impressões e cliques totais. Diferente do Google e do Meta, que oferecem recursos de rastreamento detalhado, como “conversões de compras, visitas a sites e perfis de usuários”, a OpenAI ainda não divulga se seus anúncios realmente resultam em compras ou fornece detalhes sobre as respostas dos usuários. Esse modelo se assemelha mais aos serviços tradicionais de anúncios na TV. Olivia Korenberg, diretora estratégica da empresa de análise de marketing Haus, destaca que, no início, quando a demanda é alta, a OpenAI não está tão preocupada em oferecer dados detalhados, mas à medida que o negócio evolui, os anunciantes terão exigências mais claras sobre os resultados das conversões.

Projeções futuras: Seguindo o caminho de crescimento do Meta, mirando receitas bilionárias

Por trás dessa movimentação está uma pressão significativa por receitas. A OpenAI tem como meta gerar até US$ 11 bilhões em receita com usuários gratuitos até o final do próximo ano por meio da publicidade.

O especialista da indústria, Brian Stempelck, afirma que a principal missão da OpenAI no próximo ano será criar um ciclo fechado entre “tráfego” e “transações”. Olhando para o passado, o Facebook também passou por um estágio em que vendia apenas impressões, até que, em 2015, a mudança para anúncios de efeito direto levou à explosão do seu modelo de negócios.

Atualmente, a OpenAI já montou uma equipe especializada em vendas de anúncios e iniciou conversas com grandes agências de publicidade para explorar novos clientes. Como é dito no setor, para alcançar uma receita de dezenas de bilhões de dólares, a OpenAI precisará provar que não só pode gerar “exposição”, mas também “vendas”.

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