As empresas chinesas de games estão vivendo um novo momento: a combinação de inteligência artificial, eficiência operacional e exportação cultural. Um bom exemplo disso veio à tona em 25 de fevereiro de 2026, segundo informações divulgadas pela entity[“organization”,”Qichacha”,”china corporate database”] com base em dados do entity[“organization”,”Tonghuashun Finance”,”china financial media”].

A entity[“organization”,”37 Interactive Entertainment”,”chinese game company”] anunciou avanços relevantes com o seu modelo proprietário de IA, conhecido como “Xiao Qi”, que já vem transformando tanto a presença internacional da empresa quanto seus custos de produção.
IA como motor da expansão global
O modelo “Xiao Qi” é hoje um dos pilares da estratégia “Games + IA” da companhia e já está profundamente integrado às operações:
- Cobertura impressionante: cerca de 85% dos jogos lançados no exterior pela empresa utilizam o modelo, tornando a IA parte padrão da produção.
- Redução de custos e mais agilidade: tradução de conteúdos, criação de artes e localização cultural ficaram mais rápidas e baratas, liberando equipes para focar em criatividade.
- Aplicações além dos games: a tecnologia também está sendo usada em proteção de direitos autorais, serviços públicos urbanos e na digitalização de patrimônios culturais imateriais.
Tecnologia a serviço da cultura
Durante o evento “Feliz Ano Novo Chinês · Belo Anhui no exterior”, realizado na Malásia, a empresa apresentou um rolo holográfico digital com paisagens naturais e patrimônio cultural da província de Anhui, totalmente criado com IA. A obra chamou atenção por mostrar como a tecnologia pode ajudar a preservar tradições e levá-las a novos públicos de forma moderna e envolvente.
Menos símbolos, mais colaboração global
Para entity[“people”,”Wang Chuanpeng”,”data vp 37 interactive”], vice-presidente de dados do centro de tecnologia da empresa, a IA deve ampliar a criatividade humana, não substituí-la.
Segundo ele:
- A IA precisa apoiar a criação, não apenas repetir conteúdos.
- A internacionalização cultural exige adaptação local e cocriação, e não simples exportação de símbolos culturais.
Essa visão busca dialogar melhor com jogadores de diferentes países — inclusive o público brasileiro, que valoriza narrativas próximas da sua realidade.
De “games no exterior” a “tecnologia no exterior”
Análises do setor indicam que o caso da 37 Interactive Entertainment mostra o potencial real de modelos de IA chineses em setores específicos. Quando a tecnologia reduz barreiras linguísticas e diminui o custo de produzir conteúdo de qualidade, a competitividade global deixa de ser apenas sobre vender jogos e passa a envolver exportar tecnologia, cultura e soluções completas.
Em um mundo cada vez mais conectado pela internet, essa combinação pode redefinir o papel das empresas de games chinesas no cenário global — não só como desenvolvedoras, mas como plataformas de inovação cultural.