A nova onda da “economia do fazer à mão” com IA está crescendo na internet

Durante o último feriado do Ano Novo Chinês, um fenômeno curioso começou a ganhar força nas redes sociais: a chamada “economia do fazer à mão” com inteligência artificial. Cada vez mais pessoas estão criando pequenos aplicativos usando IA — sem saber programar — e até vendendo esses apps online.
Segundo observações da internet, vários usuários passaram a compartilhar nas redes sociais aplicativos que criaram usando o Lingguang App, uma ferramenta de IA da Ant Group. Esses aplicativos, chamados de “mini apps instantâneos”, podem ser criados apenas conversando com a IA em linguagem natural. Ou seja, qualquer pessoa pode criar um aplicativo interativo sem escrever uma linha de código.
E o mais interessante: alguns desses apps já estão virando um pequeno negócio.
Pessoas comuns criando e vendendo aplicativos
Em algumas plataformas sociais, usuários relatam vendas que vão de centenas a milhares de downloads pagos para um único aplicativo.
Um exemplo curioso é o de um usuário que criou um pequeno aplicativo chamado “36 ciclos de 10 dias”, pensado para ajudar no desenvolvimento pessoal. A ferramenta funciona como um sistema de check-in diário para metas, incentivando disciplina e evolução pessoal.
O app foi publicado em uma loja pessoal e rapidamente acumulou quase mil pedidos, além de avaliações positivas. Muitos compradores elogiaram a simplicidade da interface e a ausência de anúncios.
Na mesma plataforma social, existem diversos outros mini apps focados em produtividade pessoal e desenvolvimento individual, e alguns já somam milhares de vendas.
A criação de aplicativos ficou mais simples do que nunca
A popularização dessas ferramentas mostra uma mudança importante no papel da inteligência artificial. Antes, a IA era conhecida principalmente por gerar textos, imagens ou vídeos. Agora, ela está avançando para algo ainda mais poderoso: criar ferramentas digitais completas.
Com plataformas baseadas em grandes modelos de linguagem e sistemas de agentes inteligentes, qualquer pessoa pode desenvolver pequenas aplicações apenas descrevendo a ideia em palavras.
Entre os exemplos de apps criados pelos usuários estão:
- Gerenciadores de tarefas escolares
- Sistemas de divisão de tarefas domésticas
- Jogos simples de aprendizado de vocabulário
- Guias turísticos personalizados
- Ferramentas para organização familiar
- Aplicativos de incentivo a hábitos saudáveis
Esses projetos normalmente são simples, mas resolvem problemas reais do dia a dia.
Um novo tipo de mercado está surgindo
Com a popularização dos apps criados por IA, começou a surgir também um novo tipo de serviço nas redes sociais: pessoas oferecendo ajuda para “depurar” ou melhorar aplicativos feitos com IA.
Alguns criadores experientes passaram a oferecer:
- orientação para iniciantes
- ajustes em aplicativos criados por IA
- melhoria de funcionalidades
- criação de prompts mais eficientes
Assim, está se formando uma pequena cadeia econômica em torno da criação de apps com IA.
De onde veio o termo “fazer à mão”?
Originalmente, o termo “fazer à mão” era usado no mundo dos jogos para descrever jogadores que executavam tudo manualmente, sem usar atalhos ou macros.
Nos últimos dois anos, com o avanço da inteligência artificial, o termo ganhou um novo significado: criar aplicativos ou programas com a ajuda da IA, mesmo sem conhecimento técnico.
O lançamento do Lingguang App em novembro do ano passado acelerou esse movimento. Sua principal função — chamada “mini apps instantâneos” — permite que qualquer pessoa crie um aplicativo apenas descrevendo o que deseja.
Em pouco mais de um mês após o lançamento, já haviam sido criados mais de 12 milhões de mini aplicativos na plataforma.
Aplicativos personalizados para o cotidiano
Durante o feriado recente, muitos usuários criaram apps personalizados para diversas situações da vida diária, como:
- planejamento de viagens
- educação infantil
- guias culturais e turísticos
- suporte para idosos
- organização familiar
Entre os exemplos populares estão aplicativos como “gerenciador de tarefas escolares”, “tabela de incentivo para tarefas domésticas” e “jogos educativos de vocabulário”.
O futuro da criação com IA
O crescimento da chamada “economia do fazer à mão” mostra uma mudança importante na evolução da inteligência artificial: o foco está passando de capacidades gerais para soluções práticas e específicas de cada cenário.
Por enquanto, essas ferramentas ainda são mais adequadas para aplicações simples e leves. Projetos mais complexos — como sistemas com pagamento integrado ou colaboração entre múltiplas plataformas — ainda exigem desenvolvimento profissional.
Mesmo assim, o impacto já é claro: a criação de software está se tornando cada vez mais acessível para qualquer pessoa.
E se essa tendência continuar, o futuro pode trazer algo inédito: milhões de micro-criadores produzindo aplicativos personalizados para necessidades muito específicas do dia a dia.