Nos últimos dias, uma reflexão importante sobre o futuro da inteligência artificial chamou a atenção do setor. Lin Junyang, ex-responsável técnico pelo grande modelo Qwen, compartilhou sua visão sobre os próximos passos dessa tecnologia — e o que ele aponta indica uma mudança significativa de paradigma.

Da “IA que pensa” para a “IA que age”
Segundo Lin, a indústria está deixando para trás a obsessão recente por fazer modelos “pensarem mais” (ou seja, gerar cadeias de raciocínio mais longas) e caminhando para algo mais prático: IA orientada à ação, também chamada de Agentic Thinking.
Na prática, isso significa que não basta o modelo raciocinar bem — ele precisa:
- Tomar decisões
- Executar ações no mundo real (ou digital)
- Ajustar seus planos com base no que acontece
Ou seja, a inteligência não está mais só na resposta, mas na capacidade de agir e se adaptar continuamente.
Um erro importante: tentar unificar tudo
Lin também fez uma análise sincera sobre desafios enfrentados no desenvolvimento do Qwen. No início de 2025, a equipe tentou criar um sistema único capaz de:
- Ajustar automaticamente o nível de raciocínio
- Responder comandos simples e complexos com eficiência
A ideia parecia promissora, mas na prática não funcionou bem.
O problema principal foi que:
- Dados de raciocínio e de instrução são muito diferentes
- Misturá-los prejudicou ambos os lados
Resultado:
- O modelo ficou “indeciso” ao pensar (muito longo e pouco objetivo)
- E pouco confiável ao executar tarefas diretas
Essa experiência levou à decisão de separar versões:
- Modelos focados em instruções (Instruct)
- Modelos focados em raciocínio (Thinking)
Uma escolha que hoje influencia toda a indústria.
O que é “pensar bem” na nova era?
Um dos pontos mais interessantes levantados por Lin é a redefinição do que significa um modelo ser “inteligente”.
Antes:
- Resolver problemas complexos (como matemática)
- Gerar longas cadeias de raciocínio
Agora:
- Conseguir progredir em tarefas reais
- Operar sob restrições
- Interagir com ambientes dinâmicos
Em outras palavras: 👉 Pensar bem não é pensar muito — é pensar o suficiente para agir com eficácia.
O futuro: IA + ambiente + ação
A próxima etapa da evolução da IA não está apenas no modelo em si, mas em um sistema mais amplo:
- Modelos inteligentes
- Ambientes interativos
- Múltiplos agentes colaborando
- Sistemas de avaliação robustos
Esse conjunto forma o que podemos chamar de ecossistema de agentes inteligentes.
Nesse cenário, o foco muda completamente:
- De “treinar um modelo melhor”
- Para “construir sistemas que resolvem problemas reais”
Por que isso importa?
Essa mudança tem impacto direto em como usamos IA no dia a dia:
- Assistentes digitais mais úteis
- Sistemas que realmente executam tarefas (não só respondem)
- Automação mais inteligente e adaptável
- Integração mais profunda com o mundo físico e digital
Estamos saindo da era da IA que conversa…
e entrando na era da IA que faz acontecer.
Se quiser, posso transformar esse conteúdo em um post para LinkedIn, roteiro de vídeo ou até uma apresentação.